Siri (interpretado pelo fabuloso Chumbinho), um anão negro, feio, semi-analfabeto, mudo (mas dotado de telepatia) é adotado por um casal com certa quedas por orgias.
Um dia a esposa se recusa a lubrificar seu ânus com margarina (só aceita manteiga), então o marido tenta enrabar Siri, que escapa pela privada e vai viver uma verdadeira odisséia, com direito a lusitanos pansexuais, naves de formato fálico (ah, sim, esqueci de dizer que Siri também é um ET!) e um isopor térmico cheio de vibradores para satisfação auto-erótica.
O que se pode comentar de um filme como Fuk Fuk à Brasileira? Citemos uma cena: passando por dificuldades financeiras, o anão Siri tenta vender alguns ítens de sua coleção de vibradores numa praia. Como Siri é mudo, ele explicita o que está vendendo através de cartazes recheados de impropérios. Um provinciano, ao ver tais cartazes, pergunta ao seu burro (dublado por Marthus Mathias, a voz do Fred Flintstone) se por acaso ele não gostaria de comprar um dos roliços objetos "pra fazer uma sacanagem da boa". Não obstante, o burro responde "ah não, ainda estou dolorido de ontem a noite".
Obviamente não se trata de um filme para todos os gostos.

Os não-familiados com esse tipo de cinema (as pornochanchadas que realmente levam seu prefixo à sério) com certeza irão estranhar com o estilo que filmes como esse ou
No Calor do Buraco (cujo plano inicial era a de um homem - interpretado pelo próprio diretor do filme, famoso por afirmar que cafetinou a Felina/Big Brother argentina Antonella - copulando, explicitamente, com uma árvore). Mas quem deixar o bom senso (bem) longe irá se divertir com esse verdadeiro clássico do cinema hiper-underground brasileiro.

Apesar de teoricamente um filme pornográfico servir como obra de excitação sexual através de cenas de cópulas explícitas, a única característica que faz de
Fuk Fuk à Brasileira um filme pornográfico são suas cenas de sexo explícito, já que as piadas incessantes que permeiam o filme impedirão qualquer espectador de manter uma ereção. E bota piada nisso: desde o começo até sua conclusão, o filme não pára de destilar seu humor à toilet. Em menos de 10 minutos vemos um anão-cafetão contar (telepaticamente) a história de sua vida, quase estuprado por seu pai adotivo, descendo pela privada, chegando ao esgoto, recebendo um jato de urina de um mendigo bêbado e sendo confundido com um "frango de macumba" ao sair correndo nu pela rua...

E o filme mantém esse ritmo, mostrando que, Siri, o anão, depois de passar algumas desventuras nas ruas, numa pensão de um português bissexual, em um bordel e na casa de um pederasta típico de pornochanchadas, encontra finalmente a felicidade na brilhante conclusão do filme. Uma raça alienígena, que viaja numa nave que tem o formato de um pênis, ejacula no pequenino protagonista e ele descobre que essa "porra intergalática" é um poderoso afrodisíaco, passando então a vendê-la "aos broxas de todo o mundo", como ele mesmo diz na narração do filme.
Uma curiosidade: reza a lenda que Jean Garret foi um dos diretores dessa singular obra, oculto pelo pseudônimo " J.A. Nunes".
Direção: Rajá de Aragão. Elenco: Chumbinho, Bianchina Della Costa, Lia Costa, Flávia Sanchez, Solange Dumont, Fátima Funny, Lilian Villar, Andréa Pucci.
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